segunda-feira, 21 de setembro de 2009

quase parando


Janelas abertas, fumaça ao ar
Porta para abrir a mente e o corpo
Alma, os passos à vida
Ações que ficam pairando no ar
Quase parando no tempo, congelando.
Ações qua-se pa-ran-do no tempo, congelando.
Ações qua-se paran-do.
Um corpo que baila
A carne que baila dentro da pele
Sob a pele tudo pulsa
Mãos e pés distônicos
Vozes dissonantes; quase pa-ran-do
Seca aqui.
Mil leitos de rios inundam e transbordam externos à mim
Agora, horizontalmente
Sob forças alheias um corpo em forma de concha, flama como uma bandeira.
Perpassa-se, vulnerável ao vento que lhe chega.
Um corpo que flama e inflama
Parece que queima poro a poro
ERUPÇÕES!
Fruto do veneno das infinitas formigas que passeiam pelo meu corpo.
Chegam-me pelo pé, percorrem cada fio do meu cabelo
E vão deixando seu veneno entranhado em minha carne e pele
Corpos expostos ao veneno
Sensações paralisadas
Sensações quase pa-ran-do
Parece-me que meu próprio corpo quer me contrariar
A alma quer sair de mim.
Chego a pensar que corpo e alma travam uma disputa por espaço.
Mente desacelerada. Assim como as ações.
Tudo quase parando.
A visão funciona agora como uma câmera
Que tem seus pixels diminuídos de 5 para 1.
Como se estivesse numa cena de Wong Kar-Wai;
Cores vibrantes e câmera lenta em mim.
Olhos pesados, sensações sensoriais maximizadas.
Bate-me a porta a evolução:
E a mente abre as portas.


Escrito por alguém que estava quase parando.






quinta-feira, 17 de setembro de 2009

A partida (Okuribito) - Japão

A partida - título oroginal: Okuribito - Japão 2008
direção: Yojiro Takita

Um filme de extrema singeleza visual, mas extremamente sensibilidade. Uma história por si só, atraente. Um casal comum tem que saber lidar com “coisas incomuns”.
Um filme que me fez vez a morte de uma forma muito bonita, aliás, o ritual de acondicionamento que é feito no Japão é um ritual comovente. Assim como as várias cenas de acondicionamento de várias pessoas, cenas comoventes, cenas engraçadas, cenas que nos fazem refletir.
Como se não bastasse, uma trilha sonora que super se enquadra com o filme do início ao fim.
Toda instrumental.... quase reina o violoncelo lindamente tocado pelo Daigo... e nos faz de fato, se emocionar (seja qual for sua religião) quando toca a Ave Maria no violoncelo. Alem de ter em várias cenas a Sinfonia Nº 9 de Beethoven... Detalhe a parte essa trilha sonora.

O filme me deixou em pedaços mesmo.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Ginografia



"... a veces te sueño despierto. te sueño entre sueños, te sueño caminando a mi lado, caminando entre arroz y granos de café, compartiendo lagrimas. Te sueño desnuda y llena de tinta china y yo soy tu lienzo. Sueño que respiras mi piel y exhalas mi sangre... Te sueño durmiendo, recostada en mi espalda. Sueño que me abrazas y besas, sueño que tus mano "normales" me llaman en la oscuridad y me acerca a tu pecho para escuchar tu corazón latir, sueño que esta latir es mío! sueño tus palabras durmiendo, tatuadas em mis brazos..."


(Mi León Ferrari)