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sexta-feira, 6 de maio de 2011

E o mundo não se acabou...


Depois de dias e dias de muita chuva e caos, ontem, 1° dia de sol depois de tanta chuva, no fim da tarde surge o super boato de que recife ia passar pelo mesmo caos de 1975 (quando foram de água à baixo todos os discos de Paebiru!). Às 5 da tarde, ninguem mais trabalhava, aula não se tinha mais e todo mundo estava no trânsito fudido querendo chegar em casa. Saimos de moto (porque carro era impossível) para ver o caos na cidade. Bem, estava caótico....muito caótico! Mesmo sem um pingo de chuva no asfalto e céu limpo, muitas ruas estavam alagadas. Muitos carros de polícia nas ruas, que junto das ambulâncias (ambos com sirenes ligadas), faziam com que aquela cena parecesse cena do Independece Day. Mas logo vimos que o Capibaribe estava normal. Fomos então à praia, ver quão cheia estava a maré (a promessa era de que ás 18hs a maré ia encher muito e fudê com tudo). Chegamos e a maré ja tava recuando. Sentamos na praia, Jah sentou do nosso lado pra assistir ao futebol que rolava do nosso outro lado e até que fim, ele nos disse que era tudo boato, que não tinha porque tanto desespero. Ficamos nós dois e Jah, rindo, rindo daquelas pessoas "vestidas de chuva" e medo. Não que rir disso seja divertido. Mas na volta pra casa, por volta das 21.30, a cidade estava deserta. Todo mundo em casa (provavelmente vendo noticiário ou ajoelhado a rezar), e a gente na rua, rindo tomando água de côco em BV, e se divertindo com o clima de "vale tudo no fim do mundo".

A câmera que levamos para filmar o caos instalado, só filmou a agitada orla de Brasília teimosa e o agitado futebol na praia.

Chegando em casa ainda havia a promessa de chover cerca de 110milímetros durante a noite (e isso seria o fim da tal barragem de Tapacurá). Mas novamente Jah disse que daria o recado à Iansã, Iemanjá, São Pedro e quem mais controla essas coisas.


"Don't worry about a thing,
'Cause every little thing gonna be all right."
...disse Jah.


Não sei quão interessante pode ser essa história, mas até agora, foi única pra mim.

No fim das contas, desconfiamos que na verdade, todo mundo só queria sair mais cedo do trabalho e se liberar de muita coisa nessa linda e ensolarada sexta-feira na linda Veneza brasileira.




" E o mundo não se acabou..."
Vamos a la playa?

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Construindo um Museu

Não é pra fazer propagando não. E ao mesmo tempo, é.
Mas já pensou em poder participar e dar sua opinião na montagem de longa duração de um Museu?!
Caramba, isso é simplesmente fantástico!!
Logo com museus, que desde todo sempre são instituições construídas de baixo para cima. Onde um grupo de pessoas ditam o discurso que nos temos que ver em determinado espaço. E quase nunca, nós temos a oportunidade de dizer que discordamos, que não é assim, que esse discurso tá certo ou errado.

É pensando nisso tudo que eu resolvi divulgar aqui o projeto de elaboração participativa da exposição de longa duração do Museu da Abolição.
Tá, eu sou estagiária de lá e pode ser que minha opinião sobre isso nao seja tão válida. Mas acredito que invariavelmente isso é extremamente positivo.

Falando bem rapidamente, a idéia é:
Vão acontecer reuniões semanais, às quintas-feira, para que se possa discutir a expografia de cada sala da exposição permanente do MAB. Cada sala tem seus temas, e esses temas foram debatidos, há alguns anos trás, também junto com a comunidade. Da mesma forma, houveram reuniões, onde se debateram sobre que temas seria interessante ter na exposição e isso resultou em um macro roteiro da exposição. Só ficou faltando a parte da expografia. O que por fim, está acontecendo agora.

Bem, para entender mais e nelhor esse processo, no site do MAB, tem todas as informações necessárias. E inclusive, se vc não pode participar de cada reunião pessoalmente, o processo será atualizado semanalmente no site para que as pessoas possam opiniar constantemente, sabendo que sua opinião será "contabilizada" ao longo desse processo.

Ah, no site também há uma enquete sobre a proposta de marca do museu.
A marca seria essa imagem desse post, mas no site vc pode votar e de preferência opinar sobre a mesma.

:)


http://www.museudaabolicao.com.br/

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Confraternização


Que um dia seja mesmo um lindo dia.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

dias de lua quente

Conversas no MSN, nos últimos dias:
fulano de tal said:
estás derretendo de calor?
Raissa said:
como tu sabes?
fulano de tal said:
estou perguntando porq tô morrendo aqui
---

Fulana de tal said:
será que tu tá morrendo de calor assim como eu?
Raissa said:
não tenha dúvidas
---

Fulana de tal said:
puta que pariu, que calor é esse, menina?

---

Fulano de tal said:
Minha irmã, acho que daqui a pouco as coisas vão começar a derreter naturalmente... vai ter casa com telhado caindo....prédio com as pastilhas escorrendo como se fosse pudim...

---

Fulano de tal said:
Rai, se você vier aqui em casa agora, ainda me pega inteira....porque eu acho que dentro de algumas horas eu vou começar a derreter aqui....

---

Fulano de tal said:
Raissa, prato do dia: Cozido de artur, ao molho de suor fresco. Servida?
(Eca...!)

---
Fulano de tal said:
Acho que o sol tá cada dia 1 km mais perto da terra...

-

Sinceramente, nunca senti tanto calor na minha vida. FORA DO NORMAL.
Sem condições de sobreviver...!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Feira Musica Brasil

Desde a última quarta feira que acontece um "mói" de shows bacanas aqui em Recife.
Foi a Feira Musica Brasil.

No 1º dia, teve show de Nação Zumbi, com gravação de DVD comemorativo pelos 15 anos do cd "Da lama ao caos".
Plena quarta feira, e o Marco Zero estava impressionantemente cheio de gente! Nunca havia visto coisa igual! Nem no carnaval aquilo fica daquele jeito. Acho que só Nação mesmo pra tirar tanta gente de casa no meio de semana...
Uma coisa é certa: nunca conheci um pernambucano que não gostasse de Nação zumbi. Pode ser classe média, alta, baixa, lascado, podre de rico...não tem essa; é unânime.
(E ver menina "fresca", de salto alto no show de nação zumbi, tirar o salto pra pular cantando "quando a maré encher", foi coisa única, que só nação pode fazer. (eu vi isso! eu vi!!) )
Enfim, não há quem fique indiferente no show deles.
E esse, além de toda a energia que inebriava o marco zero, foi especial pelos convidados, como arnaldo antunes, e outras coisas mais...
Ah! no mesmo dia, teve antes de Nação Zumbi, show de Móveis coloniais de acaju. Não curto o som dos caras,mas confesso que o show deles é bem "eletrizante". Difícil você não dá aquela "balançadinha" e entrar na energia (inesgotável!) dos caras.
.



No segundo dia, dentre outros shows, teve o mais que especial do andré abujamra. Que coisa linda o show dele! O cara é chato pra caralho, mas é tanto que é engraçado (talvesz até seja essa a intenção dele). "pangeia, pangeia ah...pangeia, pangeia eh.." "Juvená, juvená vem tirar o leite..." Foi bonito demais. :)
No mesmo dia teve o som super-bacana dos moços de Goiás (acho que é isso), do Macaco Bong! Showzão, showzão!!! Teve também Mundo Livre S/A, foi ótimo (como sempre)... e acima de tudo, teve o que eu mais esperava ver : o Jupiter Maçã. O cara é outro! Quase um "homem regenerado". Show dele, como sempre foi curto. Muito curto, mas foi melhr que o outro que já vi. pelo menos ele estava falando mais "coisa-com-coisa". Foi em suma, "Uma tarde na fruteira" e "A sétima efervecência". Das novas, creio que só Modern Kid. o hit do ano. por sinal, é bem chatinha. Mas o video ficou bacana. Ah, pra fechar a noite, bate-cabeça com Sepultura. Tinha curiosidade pra ver esse show. Vi e continuo achando ruim demais da conta. Eu heim..dá pra entender não... Além da roda punk super gigante que se formou....neguinho saiu do marco zero aos ponta pés... literalmente. Ah, teve uma coisa pior na noite: o show do Milocovik. Eita coisa ruim! Sem mais comentários.

No outro dia, teve o Marcelo D2. Show dele é sempre "sem comentários". Bom demais.
(Acho que esses resquícios de minha adolescência perdurarão por muito tempo...)
No outro dia, vi o outro que eu super esperava: Fino Coletivo. Ah!!! que shooow ótimo!
Eu que odeio dançar, até me "balancei" um pouco.
Vi também o show da Silvia Machette. Que mulher louca! Que show é aquele?! Um cabaret mesmo. rsss. Figura, figura. Mas sinceramente, a música dela nem me enche muito os ouvidos.
Mas o hit dela "Toda bêbada canta" (cheguei em casa...toda descabelada, completamente arrependida do que aconteceu...eu não sou nenhuma santa...) dá curtir depois de um nível de alcool no seu sangue.
No mesmo dia, vi o DJ Dolores. Acho que é o único DJ que é válido pra mim. Dancei horrores.

E ontem, por fim, teve Duo gisbranco! Com participação mais que especial do Chico César.
Juntos fizeram aquela musica linda, "Templo". Foi mágico. Coisa de outro mundo.
Esse vídeo do link é o que mais vale a pena ver. Lindo de morrer. Daqueles que quando você nota, já tá chorando, sem nem saber bem porque. Inesquecível.
Outra coisa inesquecível, foi a homenagem à Luiz Gonzaga feita por vários artistas.
Lirinha, Marina de la Riva, Arnaldo antunes, Isaar, Vitor Araújo (!!!), Otto (!!!), spok frevo...
ahh, tanta coisa bacana. Foi lindo, lindo! Luiz Gonzaga nunca foi tão bem homenageado.
Mas eu só não entendi a falta de Asa Branca. Mas tudo bem.
Será pra não parecer clichê?
enfim... Clichê ou não, ela é simbolo e é linda.

Deixo na vitrine uma das versões mais lindas que já vi (só perde pra de Hermeto com Sivuca) .
Essa é com arranjo do Vitor araújo, o menino prodígio de dedos "que tocam sozinhos".



quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Mostra de Cinema e diretos humanos na América do Sul


Quarta edição da Mostra, e os filmes estão cada vez melhor...!!!

Dos poucos que eu vi, muitos me surpreenderam!!


"Nunca más!!! Cochabamba", do Roberto Alem, Bolívia, foi um dos que pouco esperava...

Apesar de um pouco longo, cada minuto se fez relevante e prendia nossa atenção a ponto de não notarmos o tempo passar. E daqueles filmes que mexe com você... Cenas que se via um Indio "Cocalero" ser cruelmente humilhado pelos "civilizados" de merda da cidade-centro de conflito... é degradante ver até que ponto o irracionalidade humana pode chegar. No fim, a gente fica com o caração na mão e com os sentidos a flor da pele...

Outro muito bom, foi o "Dayuma nunca más", do Roberto Aguire Andrade, do Equador.
Talvez tenha sido os 30 minutos mais bem aproveitados! Novamente daqueles filmes que faz a gente ficar estasiada com tanta coisa brutal... Militares espancando e prendendo inocentes (teoricamente acusados de greve, greve essa com devidas razões) e se reclamando: "por culpa de vocês ainda não estamos de férias!! poderiamos estar descansando e estamos aqui, tendo que perder nosso tempo com vocês delinquentes". Puta que pariu...! Quasse esmagam um jovem!!!
Ja estavam a ponto de colocar ele preso nos trilhos do trem para que o esmagasse, quando sua mãe chegou e desesperadamente conseguio com que ele não fosse esmagado daquela forma, mas impossivel evitar dele ser preso. Outra prisão foi a de um pai de família, que trabalhava de padeiro para sustentar sua família... a mãe, com mais 3 filhos, entre eles um recén nascido, passou fome e quase foi despejada do barraco de onde morava por 3 messes, quando seu marido estava preso, indevidamente, diga-se de passagem.
Isso dói no coração de quem sente todas aquelas lagrimas que parecem inundar a sala de cinema e chegam até os olhos de todos...

O mais cansatico que vi, foi o "Sentidos a flor da pele", do Evaldo Mocarzel, Brasil...Muitooo longo! Mesmas historias.... Mas a ultima cena, foi linda. Quase que o filme faz 2x1 comigo no filnal... mas não.

Outro que não esperava muita coisa, era o peruano, "No se lo digas a nadie", do Francisco Lombardi. Filme com ritmo legal, uma tensão que quase me enlouquece!!, apesar da fotografia toscaaaaaaaa, bonito de se vê! E no fim, o moço do filme, não se rende! o/




Sentidos a flor de pele

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Programação do Cine clube

Primeira sessão

No espelho do céu - Carlos Salces (Méxixo - 1998)

Um garoto que vive em uma região agrícola, tem a fantasia de pegar um avião que sempre vê refletido em poças nos arredores de uma plantação. Depois de várias tentativas ,consegue fazer uma arapuca com uma caixa de madeira. Na manhã seguinte, o avião está se mexendo.




Até onde a vista alcança - Felipe Calheiros (BR-2008)


O curta mostra uma comunidade quilombola que, a partir de uma reunião dos membros da Associação Quilombola do Sambaquim e Riachão do Sambaquim feita em 2005, surgiu a idéia de organizar um bingo, com o objetivo de arrecadar recursos para alugar um ônibus e levar pessoas de diversas idades que – apesar de morar a apenas 150 km da costa – ainda não conheciam o mar.





Vertical - Eva Jofilsan (BR-2008)
A imagem não quer explicar nada. A poesia não se explica. A imagem engole a poesia. A poesia não se deixa devorar pela imagem. O vestido cai. A poesia também cai. E só. E cair é rumar para o fundo. Fundo do eu, fundo da força, do silêncio, da noite, o fundo da queda — ou a vida intensamente vivida. A vida na vertical, poderia dizer. VERTICAL não é vídeo-poesia: é cinema. Abandona a poesia e pertence ao mundo das imagens e dos sons e das cores e do movimento. Adquire uma linguagem própria, não deve respeito ao texto. Da queda, toda a queda.

terça-feira, 30 de junho de 2009

terça-feira, 28 de abril de 2009

Quintal PE 2009



Primeira edição do Festival de música pernambucana Quintal PE.
Um festival que veio com a pretensão de exaltar ao máximo nossa música...
[ai nosso ego pernambucano...]

Teve do hip-hop ao maracatu numa noite só de maratona de mais de 12 horas de shows.

Com o clássico atraso, a Vargas entrou e mostrou seu Hip-hop politizado às poucas pessoas que já estavam por lá... Logo em seguida, o Maracatu Piaba de Ouro mostrou toda a graça, não só do nosso maracatu, mas também do coco de roda e do cavalo marinho, com suas eletrizantes e eletrizadas coreografias e trajes tão vivos em cores. Lindo aos olhos de qualquer um.. quanto mais de um pernambucano [ai nosso ego pernambucano...].

E seguindo a ordem de apresentação, a olindense Bonsucesso samba clube [banda do Rogerman - que era da Eddie] fez todo mundo balançar as cadeiras com aquele samba carregado da malemolência latino americana e especialmente, olindense. Não teve quem ficasse parado.

Até que começou a prévia do "Carnaval no inferno" [já?!] da Eddie. Talvez o show mais esperado tenha sido esse. Não perderam por esperar. Como sempre a Eddie trouxe aos palcos seu Original Olinda Style e esquentou aquele pavilhão que por incrível que pareça, estava geladísismo. Foi o clímax do quintal PE 2009, sem dúvida. Deu para notar isso em músicas como 'Baile Betinha' [música de Erasto V. que eles fizeram uma ótima versão], "é de fazer chorar" e lógico "pode me chamar que eu vou"... Foi de fazer chorar vê que esse show tinha acabado.

Mais um pequeno intervalo para recarregar o fôlego para o próximo show; um encontro de Naná Vasconcelos com DJ Dolores, um recente projeto, resultado da parceria entre os dois, chamado BLIND DATE.
Os samplers de Dolores com a batida marcante de Naná fundiram-se perfeitamente, principalmente a partir do momento que um dos percursionistas era o Lucas Prazeres da Rivotril!
E se vc é do tipo que diz que odeia música eletrônica, mas que gosta de maracatu, ou ate de uma "pegada" mais característica nossa, vale a pena scutar esse proejto deles. Não teve jeito..me rendi aos "tunts-tunts" da música eletrônica, mas com centenas de alfaias pulsando na minha mente e nos meus ouvidos. Coisa de louco essa parceria...uma hora de musica eletrônica. Foi qndo mts pensaram:
"Isso ñ vai dar certo...uma hora de música eletrônica precedendo logo um show de china e mombojó, não vai dá pé!" Eu fui a 1° a pensar isso. Errei feio. Deu certíssimo!
Tinha até adolescentes em grupos fazendo suas dancinhas malucas por lá (engraçadíssimo!), e se divertindo horrores.

E novamente China e Mombojó fizeram um show juntos... se bem que essa prática é mais comun em SP (onde eles fazem mais shows;), do que por aqui.
Primeiro, Roger de Renor apresenta Mombojó e entra China [muito louco!!!!]..mas Tudo bem, estamos em casa, não é mesmo? además o público é exatamente o mesmo. Ele começa a dançar e logo logo a gente entra no ritmo louco daquela criatura que parece funcionar na base daquelas pilhas alcalinas [sei as alcalinas dele...]. Até que o homen-alcalinado convida a Mombojó para entrar no palco e cantarem/tocarem juntos.
Duplicata...2 bateras, duas guitarras, dois baixos e por ai vai. E ainda por cima, China e Felipe S.
Vale resaltar que o Feliipe S. também estava beem louco, mas se loucura pouca é bobagem, dá-lhe! Depois, China e CIA, deixa o palco com a Mombojó. Eles deixaram tempo pro público respirar em músicas como "Duas cores " e encerraram com uma versão ainda mais hard-rock pra música 'Splash shine'.
Momento de fazer aquela roda tímida e aproveitar aquele momento "so heavy!"

E finalmente chega a hora do show de Nação zumbi. No intervalo do show anterior ao de NZ, se você olhasse para os recantos do pavilhão, ia ver um monte de gente com o aspecto visivelmente cansado. Mas foi o Roger falar NAÇÃO ZUMBI que todo mundo levantou e saiu correndo. Parecia que eles haviam combinado. Foi engraçado.
Uma prova de que pernambucano que é pernambucano adora um show de Nação, esteja cansando ou não, seja o 5° show no mês, ou não.
[ai nosso ego pernambucano...]
Nação cantou muitas músicas do novo CD, 'Fome de tudo', mas também cantou vááarias das clássicas [lógico]. Momento em que as pessoas iam ao delírio.
Mas no fim desse show, cheguei a uma conclusão; já vi show deless beeem melhores.
Vale resaltar a crítica que Jorge du peixe fez a imprensa pernambuca por não valorizar nossa música, dando exemplos de que "tal música toca nas rádios de SP e aqui nunca tocou", e outras coisas do tipo. Tava mesmo precisando. E ainda teve gente que vaiou ele! Você crê? [mexam com nosso ego pernambucano...]

E já chegando ao fim da maratona de 12 horas de show, Otto sobe ao palco, muito louco .
[Como sempre é óbvio..] e mostra algumas músicas do novo CD. Mesmo com o cara falando bastante besteira, é incrível como ele consegue prender o público e mostrar que até 'muito louco' faz um show 'responsa'. E quando canta; "ciranda de maluco aqui em Pernambuco é bom demais.." todo mundo enlouquece... [ai nosso ego pernambucano...]
O show ainda é bom, mas se o Otto não contralar um pouco, pelo menos, essas "dosagens de loucura'' dele, a coisa pode ficar feia.... Mas vai ver é essa loucura dele que dá um charme. rsss.

E realmente, por fim, a Eta Carinae, veio ao palco chamando de "resistentes" aqueles pouquíssimos que ainda estavam por lá. E bote resistentes nisso!
já passava das 3:30h e ainda tinha gente pra bater cabeça.
Sobre o show da Eta carinae, vale dizer que me surpreendi. Eu SEMPRE achei que essa banda era banda de Reggae. nun sei porque. Axu que por está sempre no Pátio de São Pedro, onde geralmente as bandas que tocam por lá são de reggae [sem ser na terça negra..].
Eles não fazem reggae, definitivamente... fazem um som meio hard com um pouco de eletrônico, salvo engano da percepção que aquela hora já estava pra lá de Marrakeshi...
Não deu pra ficar até o fim, mas teve gente que ficou.

No fim das contas, o Quintal PE foi bom. Foi realmente uma exaltação [exacerbada?] à música pernambucana.

Ai, ai ai, nosso ego pernambucano...a gente não gosta, mas o povo insiste em afirmar que PE É PE...
entã, fazer o que, honey? Aproveitar que é pernambucano, oras!

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Fadas e Duendes

By Edward Robert Hughes 1908

Ver fadas e duendes eu já vi. Sonhar com eles também. mas quando era criança.

Ontem Sonhei com os mesmos (1 duende e 2 fadas) que via qndo criança.

Se foi sonho ou não, nem sei. Mas, foi lindo.

E essa imagem parece com uma das vezes que vi as mocinhas.

Isso me lembrou o filme o Labirinto do Fauno.

Super-recomendo.

"Conto de fadas, Ofélia?

Você já é crescidinha o bastante para acreditar nisso."


segunda-feira, 6 de outubro de 2008

VMB - 2008


Para começar, Bloc Party fez feio. Fez muito feio...
E receberam no fim uma belo, sarcástico e MUITO bem merecido
“quem sabe faz ao vivo” do Mion e outras tão bem merecidas vais do público.
Confesso que era o show que eu mais esperava, e no entanto fez tão feio.

Segundo detalhe da noite do VMB;
Creio que estamos sentenciados à ter bandas emos no VMB pra sempre.
Incrível como isso [leia-se os emos] vem se mantendo na linha de frente de todos os prêmios aos quais concorriam. Com licença do uso da palavra já usada por Mion; Isso ta parecendo uma ditadura.
Teve uma banda emo que ganhou um mooonte de prêmios (é uma dessas emos; não sei se frresno ou nx zero)!
Até o prêmio do “Vc fez”, saiu pra um clipe emo. Dá licença, ae...
Essa modinha tá (ainda? Sim...) foda, viu?
Mas o pior foi um carinha da “banda emo da noite” dizer:
“- EMO É O CARALHO!!”
Foi triste para a classe deles...

Terceiro ( e não menos importante) detalhe;
Onde estão os prêmios para a Mallu Magalhães????
Goste vc ou não da garota, ele foi e tá sendo uma puta revelação e ainda acho que esse
Ano foi dela (e não da banda emo)!! E no entanto, (novamente) os emos levaram os prêmios dela...
*Comentário-básico-feminino: Que vestido lindo era aquele? Tava linda ! Parecia uma bonequinha! Mais mocinha do que nunca...

Quarto detalhe (só pra constar);
O artista internacional me surpreendeu;
Amy Winehouse não ganhou???? Como assim????? Injuuuustoooo!!
Mas vejamos bem, tinha banda neo-emos na área; Paramore (essa banda é o fim-da-picada...) Então; já era.
Nossa decadente (mas com estilo, como diria Júpiter) lady, dançou.
(Ela tb devia tá muito interessada no prêmio...)

Por último vem o comentário de Mion no fim do show do fresno e xitãozinho e xororó:
“- E quem diria que eles usariam as mesmas calças...”
[Referindo-se as calças empacotadas à vácuo naquelas pessoas....]

E no fim de tudo eu continuo achando que os EMOS compraram a MTV
(Ou comprarão...). Afinal, “emo é o caralho”, não é mesmo?

PS. Não é por nada não, mas o Adnet A R R A S A. .

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Coquetel Molotov 2008


Balanço do Coquetel parte II - Pocket-Shows

Pra começar os melhores shows ainda se concentram nos Pockets Shows na sala cine.
O show de Burro Morto, foi uma surpresa. Sabem fazer um som de qualidade.
O dos meninos (meninos mesmo!!) da Banda do Joseph Tourton, foi uma coisa bonita de se ver;
os caras super novinhos, fazendo um som bem diferente daqueles q estamos cansados de ver nas "bandas de cá". Um instrumental onde se combina guitarras pesadas e delays mirabolantes a sons eletrônicos e elementos suaves como a flauta e a escaleta, sintetizando uma verdadeira turbulência de sensações sonoras.
Garanto; de qualidade.
- Super recomendo -.
A Bandini, eu não vi. Por falta de interesse mesmo, eles fazem uma coisa meio "pós-punk", que não é minha praia. Ouvi previamente o som do moços no myspace e não foi do meu gosto ver o show dels. Ainda bem, porque disseram que não foi nada divertido...
O do Guizado, projeto musical que tem à frente Gui Mendonça, queria muuuito ver, mas não imaginei que taantas outras pessoas queriam também; ou seja, a sala lotou comigo do lado de fora. O som do Guizado não é jazz. Nem tampouco é rock ou hip hop – é, sim, uma colagem original de tudo isso e mais um pouco. Embora empurrado por um pulso quase robótico de tão eletrônico, o ritmo é sempre guiado pelo transe da ancestralidade afro. Confuso, não?
Talvez por isso seja tão bom. Antropofagia, mô véi! ;)
No segundo dia, ainda na mesma sala tivemos:
Pocilga deluxe, que queria ter visto, mas pelo horário não foi possível.
Eles fazem algo de psicopop. É música pop estranha com melodias instigantes que mistura elegância com cafajestice, inocência e a ironia... enfim. Eles tem um pouco da veia [pós?]punk.
O Zeca Viana & a Onomatopéia Bum, foi um sucesso (pra mim, ao menos). Alguns dizem que eles
fazem aquilo que diz-se estar na "moda"; tentar fazer músicas retratando sua infância, a qual provavelmente não teve. Eu não acho isso. Prefiro a definição que o próprio Zeca deu; "são músicas execessivamente carregadas de bons sentimentos que temos na infância e que perdemos quando "crescemos", são afetuosas, são despretensiosas..." E que ainda por cima flertam com a psicodelia de Syd Barrett, Arnaldo Baptista, Tom Zé, Ave Sangria...
O grupo é formado por Zeca Viana (estudante de Filosofia e integrante das bandas Volver e Asteróide B-612) e a Onomatopéia Bum (duas backing vocals engraçadíssimas, teclado, guitarra e flauta). Vale a pena conferir...
O show do Akin, não vi. Ouvi dizer que era um "tipo novo de Rap"... E como nem o novo nem o antigo me interessam, deixei de mão.
O da sueca Club 8, foi um sacrifício pra conseguir entrar. Primeiro eles, (Karolina Komstedt e Johan Angergård, os 2 integrantes) exigiram que todos ficassem sentados. já que era uma sala (de projeção) pequena sem cadeiras, piso nivelado e com o palco um pouco mais alto. Mas depois entrou-se em um acordo pra que ficássemos de pé mesmo, assim mais pessoas poderiam ver ao show. E uma coisa eu digo, gente pra ver, tinha. E muita a fila de espera era imensa (cada pessoa q saia, uma entrava). O show foi bacana, bem low-fi. Estranho o som ter sido tão bom, pq a acústica da sala não é das melhores... Um show bem parecido com o da Hello Saferide do ano passado.

Desde que conheço o Coquetel Molotov que esses Pockets Shows são os melhores do festival.
São promessas que muitas acabam dando certo.


Myspace das bandas:


Club8
Burro Morto
Zeca Viana & a Onomatopéia Bum
Pocilga Deluxe
Guizado
Bandini
A banda do Joseph Tourton
Akin

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

No ar Coquetel Molotov 2008




Balanço do 'No Ar Coquetel Molotov 2008'.
Foi bom. Ano passado foi melhor.

Pra mim, o destaque foi o 'Final Fantasy';
Projeto do Owen Pallet, o violinista do Arcade Fire (q jah trabalhou com com Grizzly Bear, Beirut...)[Ele mesmo!!]onde na apresentação ele toca violino conectado a um sampler controlado por pedais que fazem loops das notas anteriormente executadas.
É liiindoo!!!

''Sua carreira musical teve início na infância, quando começou a estudar música por influência do pai, organista em uma igreja canadense que o instruiu com a audição de diversas obras clássicas. Aos 13 anos, compôs sua primeira peça ao piano. Desde então, o notável instrumentista não parou e se formou bacharel em composição musical pela Universidade de Toronto em 2002.''


Vejam ele; (nesse vídeo ele canta e toca 'Peach plum pear' da magnífica (minha musa) Joanna Newson)
http://www.youtube.com/watch?v=Q02ompQhtY8&feature=related

MySpace do cara:http://www.myspace.com/owenpallettmusic

Downloads dele:http://www.orkut.com.br/CommMsgs.aspx?cmm=6244330&tid=5248545491364756362&na=4
Vale a pena. ;)