quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

dias de lua quente

Conversas no MSN, nos últimos dias:
fulano de tal said:
estás derretendo de calor?
Raissa said:
como tu sabes?
fulano de tal said:
estou perguntando porq tô morrendo aqui
---

Fulana de tal said:
será que tu tá morrendo de calor assim como eu?
Raissa said:
não tenha dúvidas
---

Fulana de tal said:
puta que pariu, que calor é esse, menina?

---

Fulano de tal said:
Minha irmã, acho que daqui a pouco as coisas vão começar a derreter naturalmente... vai ter casa com telhado caindo....prédio com as pastilhas escorrendo como se fosse pudim...

---

Fulano de tal said:
Rai, se você vier aqui em casa agora, ainda me pega inteira....porque eu acho que dentro de algumas horas eu vou começar a derreter aqui....

---

Fulano de tal said:
Raissa, prato do dia: Cozido de artur, ao molho de suor fresco. Servida?
(Eca...!)

---
Fulano de tal said:
Acho que o sol tá cada dia 1 km mais perto da terra...

-

Sinceramente, nunca senti tanto calor na minha vida. FORA DO NORMAL.
Sem condições de sobreviver...!

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Estorvo

Estorvo, filme do Ruy Guerra, adaptado do livro homônimo do Chico Buarque.

registro, aqui e agora, a primeira tentativa de entender o filme.

O livro é um pouco confuso, mas na segunda leitura a gnt entende (ou acha que entende?).
Mas esse filme tá demais pra minha cabeça...vai ter que ser visto muitas vezes...

se eu for enumerar as coisas que não entendi...puuufff;

a começar pela mistura de idiomas; tem português; do Brasil e Portugal e tem espanhol...além de outros sotaques vindos de não sei que parte da imaginação do Ruy Guerra (porque no livro Chico não imprimi isso)...
As figuras bizarras, que no livro não encontrei...
a ordem dos fatos, virou tudo...
enfim...
um puta que pariu bem longo pra esse filme... Mas tentarei novamente.

Porém, uma coisa não passou despercebida ou incompreensível;
a trilha sonora do Egberto Gismonti, que tá tão inquietante quanto o filme.
Acho que isso eu entendi. hehehehe
a frase final do filme é: ou entramos no túnel, ou eu morri.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Two Lovers


Tow Lovers
EUA 2009
do James Gray

Fui ver o filme por uma indicação e por desencargo de consciência. Sem maiores expectativas.

Mas que coisa maravilhosa, é ser surpreendida.

Fotografia de encher os olhos.... A atuação do Joaquin Phoenix (algo assim) tá incrível....

Um cara de seus 30 anos, que vive com os pais, Leonard. E que já "sofreu" bastante no quesito relações amorosas, que tem transtorno bipolar e que tenta constantemente suicídio, muda sua visão de vida quando conhece duas moças, bem diferentes. Uma, sua misteriosa e complicada vizinha, Michelle, a outra; Sandra, filha de amigos de seus pais, bem "certinha", e que é a nora que os pais de leonard querem (inclusive pelos negócios da familia..).
Ele até que gosta da sandra, mas é apaixonado mesmo pela complicada Michele, que ver ele apenas como amigo. O fim, fica pros curiosos buscarem (ou "buscar", singular?).

Contando assim, parece a história MAIS clichê que se pode imaginar. Mas não é não. é uma história de apaixonados, lucos de amor, cada um ao seu modo, por quem lhe "convén". é uma história que faz a gente chorar, acreditar e desacreditar no amor...

(Mesmas sensações que sinto quando vejo Closer - perto demais).

Mas no fim, prefiro acreditar. Melhor assim.

O filme apesar de ser americano, tem um "quê" de filme europeu. Porque? sei lá....
se não soubesse que era americano, arriscaria sem duvida em mais uma produção das "europas".
Mas não é por isso que o filme é bom. rsss

Tem a trilha sonora....que é linda. Só vendo o filme pra sentir boa parte do que eu falei aqui.


Cena mais linda, mais emocionante, com a musica mais linda, no lugar mais lindo e numa situação (do personagem) que não era das melhores, mas que caiu pefeita pr'aquele lugar.:


























quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Baú

A critura chega pra mim e pergunta:"Você tem blog? você tem cara de quem tem blog."
Eu confesso que sou clichê e a criatura diz:
"nem é ser clichê, é porque é um dos melhores meios para escrever e ser visto hoje em dia"

Eu penso:"mas eu NÃO quero ser vista! meu blog é apenas um depósito de idéias pessoais...pouquissimas pessoas que me conhecem sabem que ele existe.a idéia é ser quase um segredo, não ser vista!"
Penso, penso, mas apenas digo; "é verdade".

E fico pensando ainda mais; qual a finalidade de um blog?pra mim é exatamente isso, um lugar "seguro" onde eu posso guardar minhas idéias. Onde eu posso talvez, manter minhas idéias tão íntimas longe dos que me "conhecem", dos que pensam me conhecer. Privando eles de saber mais sobre mim, me sinto muitas vezes mais misteriosa e dona de mim. Mera ilusão, talvez a idéia que eu tenha de mim, seja apenas uma idéia do que eu queria ser ou do que eu tenho medo de ser. Talvez de fato, os outros me conheçam mais do que eu penso. Talvez eu seja muito clichê. Mas pensar assim não me faz tão bem...Prefiro pensar que meu "infinito particular" está guardado "à sete chaves" em um lugar onde eu sou dona de mim, onde eu exponho o que penso, aind que com receio da pessoa "errada" ler aquilo e passar a me conhecer, saber do que se passa na minha cabeça.

Estranha essa sensação de "proteção" das minhas idéias quando elas estão tão vulneráveis.Mas uma coisa é fato, não mais que 2 ou 3 pessoas leem minhas idéias, pessoas que ao mesmo tempo que me agrada que elas saibam mais de mim, não interfere em nadano meu modo de ser ou de agir na vida cotidiana.

Mas uma coisa é certa, é mais seguro manter minhas idéias/segredos à salvo de olhos curiosos nesse vão de infinitas outras idéias, ofuscada por tantas outras, que debaixo de mil livros, dentro de uma caixa disfarçada de livro, e por ai vai...

Resquícios de "coisas de meninas"...

(isso tudo me fez lembrar do ghost writer de Budapeste)
[Que pretensão, minha filha...que pretensão...]

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Feira Musica Brasil

Desde a última quarta feira que acontece um "mói" de shows bacanas aqui em Recife.
Foi a Feira Musica Brasil.

No 1º dia, teve show de Nação Zumbi, com gravação de DVD comemorativo pelos 15 anos do cd "Da lama ao caos".
Plena quarta feira, e o Marco Zero estava impressionantemente cheio de gente! Nunca havia visto coisa igual! Nem no carnaval aquilo fica daquele jeito. Acho que só Nação mesmo pra tirar tanta gente de casa no meio de semana...
Uma coisa é certa: nunca conheci um pernambucano que não gostasse de Nação zumbi. Pode ser classe média, alta, baixa, lascado, podre de rico...não tem essa; é unânime.
(E ver menina "fresca", de salto alto no show de nação zumbi, tirar o salto pra pular cantando "quando a maré encher", foi coisa única, que só nação pode fazer. (eu vi isso! eu vi!!) )
Enfim, não há quem fique indiferente no show deles.
E esse, além de toda a energia que inebriava o marco zero, foi especial pelos convidados, como arnaldo antunes, e outras coisas mais...
Ah! no mesmo dia, teve antes de Nação Zumbi, show de Móveis coloniais de acaju. Não curto o som dos caras,mas confesso que o show deles é bem "eletrizante". Difícil você não dá aquela "balançadinha" e entrar na energia (inesgotável!) dos caras.
.



No segundo dia, dentre outros shows, teve o mais que especial do andré abujamra. Que coisa linda o show dele! O cara é chato pra caralho, mas é tanto que é engraçado (talvesz até seja essa a intenção dele). "pangeia, pangeia ah...pangeia, pangeia eh.." "Juvená, juvená vem tirar o leite..." Foi bonito demais. :)
No mesmo dia teve o som super-bacana dos moços de Goiás (acho que é isso), do Macaco Bong! Showzão, showzão!!! Teve também Mundo Livre S/A, foi ótimo (como sempre)... e acima de tudo, teve o que eu mais esperava ver : o Jupiter Maçã. O cara é outro! Quase um "homem regenerado". Show dele, como sempre foi curto. Muito curto, mas foi melhr que o outro que já vi. pelo menos ele estava falando mais "coisa-com-coisa". Foi em suma, "Uma tarde na fruteira" e "A sétima efervecência". Das novas, creio que só Modern Kid. o hit do ano. por sinal, é bem chatinha. Mas o video ficou bacana. Ah, pra fechar a noite, bate-cabeça com Sepultura. Tinha curiosidade pra ver esse show. Vi e continuo achando ruim demais da conta. Eu heim..dá pra entender não... Além da roda punk super gigante que se formou....neguinho saiu do marco zero aos ponta pés... literalmente. Ah, teve uma coisa pior na noite: o show do Milocovik. Eita coisa ruim! Sem mais comentários.

No outro dia, teve o Marcelo D2. Show dele é sempre "sem comentários". Bom demais.
(Acho que esses resquícios de minha adolescência perdurarão por muito tempo...)
No outro dia, vi o outro que eu super esperava: Fino Coletivo. Ah!!! que shooow ótimo!
Eu que odeio dançar, até me "balancei" um pouco.
Vi também o show da Silvia Machette. Que mulher louca! Que show é aquele?! Um cabaret mesmo. rsss. Figura, figura. Mas sinceramente, a música dela nem me enche muito os ouvidos.
Mas o hit dela "Toda bêbada canta" (cheguei em casa...toda descabelada, completamente arrependida do que aconteceu...eu não sou nenhuma santa...) dá curtir depois de um nível de alcool no seu sangue.
No mesmo dia, vi o DJ Dolores. Acho que é o único DJ que é válido pra mim. Dancei horrores.

E ontem, por fim, teve Duo gisbranco! Com participação mais que especial do Chico César.
Juntos fizeram aquela musica linda, "Templo". Foi mágico. Coisa de outro mundo.
Esse vídeo do link é o que mais vale a pena ver. Lindo de morrer. Daqueles que quando você nota, já tá chorando, sem nem saber bem porque. Inesquecível.
Outra coisa inesquecível, foi a homenagem à Luiz Gonzaga feita por vários artistas.
Lirinha, Marina de la Riva, Arnaldo antunes, Isaar, Vitor Araújo (!!!), Otto (!!!), spok frevo...
ahh, tanta coisa bacana. Foi lindo, lindo! Luiz Gonzaga nunca foi tão bem homenageado.
Mas eu só não entendi a falta de Asa Branca. Mas tudo bem.
Será pra não parecer clichê?
enfim... Clichê ou não, ela é simbolo e é linda.

Deixo na vitrine uma das versões mais lindas que já vi (só perde pra de Hermeto com Sivuca) .
Essa é com arranjo do Vitor araújo, o menino prodígio de dedos "que tocam sozinhos".



terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Alegoria em Branco e preto

I just dont know what to do with myself...

Antonius Block;
onde estão as respostas?
Bergman!; onde você as escondeu?

Onde elas se escondem?
Pois elas existem (?)!!!!


Ou será que não?



Será que não "tigelas de leite" que resista?

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Schiele Fatale


A musica Femme fatale de Velvet, cantada por Nico, me faz lembrar mil obras de Schiele..
E essa musica pra mim é a cara da Nico...
E Nico é a realização do Schiele...
A voz de Nico parece que foi pensando por Schiele décadas atrás...
Assim como Nico se realiza nas moças de Schiele





'Cause everybody knows (She's a femme fatale)
The things she does to please (She's a femme fatale)
She's just a little tease (She's a femme fatale)
See the way she walks
Hear the way she talks

sábado, 5 de dezembro de 2009

Novamente

Hoje fiz (mais uma vez!) a prova no ENEM...

E como agora pra entrar na UFPE E UFRPE, tem que fazer ENEM, me senti na 2º fase da ufpe das antigas edições... quando a maioria dos aprovados na 1º fase, vinham dos melhores cursos da cidade...

Era gente com blusa de "colégio tal..", "cursinho do fulano de tal"... e por aí vai.
Eram tendas e mais tendas dos cursinhos!!
Com direito à massagem, lanchinho, agua e tudo mais para o "Fera"...
(Nunca vi tanto "apoio" para fazer uma prova!)
Cada pai que levasse seus filhos prodígio (com a blusa do tal cursinho) e ficasse com eles até o último miinuto....sob infinitas recomendações.
Era gente chegando com altos sacos de supermercado com biscoito, chocolate, refrigerante, agua, etc o suficiente´para eu comer por um mês! Parecia que iam pra guerra...
Enquanto isso, outras pessoas mal tinham o dinheiro pra água... outro moço veio me pedir uma segunda caneta emprestada, porque não tinha dinheiro para comprar outra...
outras se atrasaram porque o onibus não pode sair voando no lindo e agradável trânsito de Recife...

Que ficou mais democrático o acesso, isso ficou de fato.
Mas ainda é de doer a disparidade de "preparação" dos alunos...
Não que um que tenha feito um cursinho público esteja menos preparado para a avaliação do que o que pagou 800 reais todo mes para ter os melhores professores da cidade ao seu dispor... Mas de querendo ou não, é diferente...

Estude não, pra você ver!

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Supercordas

Estradas de açafrão,
aos montes sobem,
e eu só flutuo ao som de uma fuga rasteira
e agora o que restou?
sonhos nublados


Eu sonhando sobre o tapete,
das lilases pétalas de céu


(3000 fohas - Supercordas)





Eu sempre achei que Supercordas havia se "inspirado" nessas imagens do Magritte. Não é possivel... ou é.
Mas se Magrite fez Attempting the impossible e torna "possível" o que já não era, isso não é tão impossível assim.

Supercordas eu conheci há mais ou menos 5 anos. Desde o início o que me impressiona é a simplicidade tão psicodelica das letras, que tratam de temas tão diferentes... Ainda não vi coisa parecida na musica de hoje em dia aqui no Brasil. Fazem o que chamam de ruradélica (inclusive, esse é também o nome de uma música muito divertida deles!!!!).

Lembro muito bem da primeira musica deles que ouvi e fiquei IMPRESSIONADA (ok...tinha apenas 16 anos..rss). Diz assim:
Eu acordo sempre com disposição,
mas já de manhã o teto
cai no chão
e aos poucos você muda de cor
e logo foge pelo escorregador
você não passa de uma pedra,
com limo

(Câncer - Supercordas)


fica um vídeo da musica 3000 folhas. Lindo :)


sábado, 28 de novembro de 2009

Eu ando tão down

Todo mundo já teve a puta vontade de deixar tudo e todos e fugir pra qualquer lugar do mundo bem longe, onde nada ainda te fez mal.
Esquecer um monte de coisa que não faz bem.
Fazer de conta, que a vida vai começar novamente, sem laços passados.
Só o laço futuro com a única pessoa que se confia nessas horas de "desespero".
E mais niinguém. Chega de família, chega de amigos, chega das situações tão constantes.

Sei que todo mundo já sentiu isso, o problema é a frequência e a intensidade que isso tem acontecido comigo.

Mas aí a gente foge pra um mundo particular e começa a formar desenhos nas nuvens tentar descobrir mais estrelas no céu. Até fecharmos os olhos, senti que já não há mais lágrimas e tudo volta ao normal. Como em um ciclo.

Hon.duras

E da forma que ainda se encontra Honduras, tem gente bonita que chega com coragem pra dizer que vai pedira apoio ao Brasil e "ficar de bem" caso ganhe as eleições.
Só tem gente besta por aí.

E ainda por cima, vem Obama com seu nobel da "paz" debaixo do braço dizendo que legitimar tais eleições agora é a oportunidade de ter novamente a "paz" em Honduras.
Que ingenuidade a desse cidadão!
Vai que é porque ele não é Sudaca...

Mas enfim, ainda há tempo. Espera-se que algo seja feito.
América Latina parece que leva mesmo esse karma dos infernos!
Sei não viu.

Muito curiosa pra saber no que vai dá.

Charge clichê, mas dá pra ser. Do Ronaldo

quarta-feira, 25 de novembro de 2009


Em dias nublados, ao fim da tarde, algumas músicas me fazem chorar e escrever certas coisas tristes , sem nexo algum e que me deixam com pena de mim.


(Não que eu goste de ter pena de mim... Mas as vezes é inevitável).
Francesca Woodman em suas imagens muitas vezes traduz tudo isso, sem precisar de uma letrinha sequer!
Simples e Objetiva.

domingo, 22 de novembro de 2009

dia 20/11



O que a abolição não aboliu
Que o dia que passou, com atos ou sem atos, sirva para incentivar uma mínima reflexão e consciência negra crítica.
E que não seja apenas nesse dia que se faça pensar em tal problemática.


Fica minha profunda admiração às mulheres, em especial às mães, angolanas, que quanto mais a gente "conhece", mais a gente admira.

Fotos do Sérgio Guerra

Teço incansável

os fios do meu cesto

enquanto dedos ágeis

traçam

sem fim

os fios

do meu cabelo

assim

repetimos

sem querenem pensar

os gestos

das mãos invisíveis

que entre murmúrios

e ventos

do outro mundo

nos traçam

e tecem

a morte

e a vida

Poema de José Mena Abrantes

(Jornalista, escritor e dramaturgo angolano)

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Decompondo

Letras caindo, uma a uma. Letras do início ao fim, letras.
desconcstrução de palavras
desconstrução de frases, versos, poemas
poemas inteiross
letras caindo sobre meu cabelo, sobre meus braços,sobre meu colo
letras caindo sobre minha roupa, minhas idéias.
Meus sapatos, cheios de letras, pisando em letras (!).
letras, letras, milhares delas.
são agora, apenas letras no chão.
Resultado da decomposição de frases, versos, poemas, poemas interios.
são agora, letras dispersas no chão.
Me cai letra por letra:
L, E, V, A, S, N. A, C, N, I,
para forma por uma só palavras: incansável.
incasável as letras tecen a rede de sentidos perdidos no chão.
Já estão sem acento e sem razão.
palavras essas que até chegaram no chão,
passam por meus olhos,
como que uma cortina de letras tecidas com o ar,
me caissem diante os olhos
e eu fecho os olhos para imaginar frases se compondo
nesse decomposto cenário de letras perdidas e mais nada.
Letras que me fazem fazer versos dadaístas no painel amarelo,
cor da áfrica, versos que dizem
"a terra arde"
"na água nua"
palavras dispersas;
ventar, tecer, sagacidade. sem noção.
Descontrui essa tarde, poemas vicerias sobre as mães angolanas,
destrui os mais belos versos do fernando abrantes,
destrui o sentido do composto.
Perdi o sentido das palavras alheias
e as reencontrei em meu corpo,
formadas de forma incansável letra a letra no meu corpo.

Mas inevitavelmente, tudo agora, é nada mais que letras no chão.

É isso o fim de uma exposição.

jogando no verso


Dia normal, tudo legal
Noite longa, e só Macalé aos berros da unica Gal que eu acho legal, pode me salvar nessa hora.
Que entre esse morceço da porta principal!



Não choro, meu segredo é que sou, rapaz esforçado. Fico parado, calado, quieto, não corro, não choro, não converso, massacro meu medo, mascaro minha dor, já sei sofrer.
Não preciso de gente que me oriente, se você me pergunta "como vai?", respondo sempre igual, "tudo legal". mas quando você vai embora movo meu rosto no espelho, minha alma chora, vejo o Rio de Janeiro... Comovo, não salvo, não mudo meu sujo olho vermelho, não fico calado, não fico parado, não fico quieto, corro, choro, coverso, e tudo mais jogo num verso intitulado
mal secreto.





terça-feira, 17 de novembro de 2009

Nunca disse

Eu falava, falava, falava...
(como raramente faço)
contava fatos, dava opiniões (!), dividia histórias;
e no entanto, falava sozinha.
E quando eu comento sobre meu monólogo tardio,
por fim, ela me fala algo e diz;
"Tu é muito carente... puta que pariu!"
Mais nada.

Ok...Novamente vou apenas me contar as coisas, minhas coisas, meus segredos.
Vou deixar tudo de mim, para mim mesma;
até me preencher de carinho próprio, histórias tristes e felizes, sorrisos, angústias...

Afinal, isso só interessa aos carentes;
(carentes de carinhos, afetos, palavras, sorrisos...?)
e se eu estou nesse barco; azar o meu!
No entanto, não é por isso que vou afundar.

E ainda sim, perdão; mas nunca disse que não era carente....


Maya Deren

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Abrazable




imagino tu alma desnuda
nadando entre frutas
y tratando de escapar
ves a la luna
y cedes ante la fuerza de la marea
que ahora te arropa como si fueras una niña





Com amor,

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

El Fin


havia um eclipse, que cantado por João Gilberto,
roubava meus dias de verão.
Mas por fim, o sol voltou, e a lua ficou apenas no peito e no coração da pessoa amada.
Quem me trouxe o verão pelo primeira vez, me devolveu.
Ainda é verão coração (e sempre será)!!
e nessas épocas, os corações se inflamam.


domingo, 8 de novembro de 2009

Mil perdões

Peço apenas que não esqueça do verão, do tempo de sol
que há tão pouco chegou pra ficar.
Peço que não esqueça de me ver no seu teto, de me ler na esquina de sua cama,
Só peço que não esqueça daquela noite na Tunísia,
da desorganização dos meus cabelos, das suas palavras en tinta china sobre meu corpo,
Só peço que não esqueça das libélulas, da lua, das estrelas, das valsas
peço que não esqueça de me ler seu livro antes de dormir,
Só peço que não esqueça dos lugares por ir; Tibet, India, Angola, Japão...
peço que não esqueça de me amar desde sua janela,
Só peço que não esqueça Luiza e René.
Não esqueça da sinfonia que leva meu nome, da tonada que você sempre se lembra
Não esqueça dos sonhos, dos planos, de tudo que há de vir.
Não esqueça de permanecer ao meu lado, my funny valentine,
Não esqueça que El amor en verano comienza.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Mostra de Cinema e diretos humanos na América do Sul


Quarta edição da Mostra, e os filmes estão cada vez melhor...!!!

Dos poucos que eu vi, muitos me surpreenderam!!


"Nunca más!!! Cochabamba", do Roberto Alem, Bolívia, foi um dos que pouco esperava...

Apesar de um pouco longo, cada minuto se fez relevante e prendia nossa atenção a ponto de não notarmos o tempo passar. E daqueles filmes que mexe com você... Cenas que se via um Indio "Cocalero" ser cruelmente humilhado pelos "civilizados" de merda da cidade-centro de conflito... é degradante ver até que ponto o irracionalidade humana pode chegar. No fim, a gente fica com o caração na mão e com os sentidos a flor da pele...

Outro muito bom, foi o "Dayuma nunca más", do Roberto Aguire Andrade, do Equador.
Talvez tenha sido os 30 minutos mais bem aproveitados! Novamente daqueles filmes que faz a gente ficar estasiada com tanta coisa brutal... Militares espancando e prendendo inocentes (teoricamente acusados de greve, greve essa com devidas razões) e se reclamando: "por culpa de vocês ainda não estamos de férias!! poderiamos estar descansando e estamos aqui, tendo que perder nosso tempo com vocês delinquentes". Puta que pariu...! Quasse esmagam um jovem!!!
Ja estavam a ponto de colocar ele preso nos trilhos do trem para que o esmagasse, quando sua mãe chegou e desesperadamente conseguio com que ele não fosse esmagado daquela forma, mas impossivel evitar dele ser preso. Outra prisão foi a de um pai de família, que trabalhava de padeiro para sustentar sua família... a mãe, com mais 3 filhos, entre eles um recén nascido, passou fome e quase foi despejada do barraco de onde morava por 3 messes, quando seu marido estava preso, indevidamente, diga-se de passagem.
Isso dói no coração de quem sente todas aquelas lagrimas que parecem inundar a sala de cinema e chegam até os olhos de todos...

O mais cansatico que vi, foi o "Sentidos a flor da pele", do Evaldo Mocarzel, Brasil...Muitooo longo! Mesmas historias.... Mas a ultima cena, foi linda. Quase que o filme faz 2x1 comigo no filnal... mas não.

Outro que não esperava muita coisa, era o peruano, "No se lo digas a nadie", do Francisco Lombardi. Filme com ritmo legal, uma tensão que quase me enlouquece!!, apesar da fotografia toscaaaaaaaa, bonito de se vê! E no fim, o moço do filme, não se rende! o/




Sentidos a flor de pele

sábado, 31 de outubro de 2009

é tudo da lei

Dia do Funcionário público:
como disse meu pai...
"nem funciona, nem é público".


Sobre um Tiwitter "colaborativo":

pessoas postavam no twitter, onde estava havendo blitz da lei seca em Recife (´me parece que cada estado tinha o seu...) moderno, heim?
por exemplo: "em Olinda, blitz no Colégio de São Bento, e depois do Marola...se liga!
Candeias - Piedade, até o final da Bernardo Viera de Melo: nada de blitz!"

e tem os que dizem que...
"o poder público tem o dever de fazer blitz, e o cidadão tem o direito de informar, se quiser, onde e que horas esse dever está sendo aplicado"
(Até concordo em partes...só falta a consciência em cada um.. então; blitz volante neles!)

Alguns resultados da lei seca:

"63% de redução de mortes no trânsito na capital paulista em um mês de lei seca" (Folha Online)
"após um ano de lei seca, o número de internações e de mortes por acidentes de trânsito no Brasil, caiu mais de 20%" (ABETRAN)

well... menos pessoas morrendo.... isso não parece ser bom? Pra mim, parece cruscial...
é melhor não beber se for dirigir, do que ficar dependente do twitter...
ah, o transporte é uma opção, diga-se de passagem.
Temos o direito de ir e vir, fazer e desfazer... (afinal, é tudo da lei)
Mas com o cuidado de não afetar o direito do próximo;
direito esse de viver (e viver bem), por exemplo.


segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Clareou




E o que eu mais gosto no meu novo lar, é a luz do dia, a luz do sol que adentra por minhas janelas (ainda sem cortinas) e invade cada cômodo por inteiro.
Logo eu que sempre tive em meus lares tão poucas opções de luz, era sempre ter que abrir a janela (pela qual entrava um vento frio de gelar tudo) para que pudesse assim ter minha vida e meu quarto cheio de luz...
Pensando bem, talvez seja isso a causa da minha melancolia na adoslecência....cidade fria, cômodos bem fechados, portas e janelas que nunca se abriam...
E então ficava um tom melancólico na casa... transportei isso para mim.
Talvez seja a falta de luz em tudo que vivi até hoje que me faz gostar tanto de tanta luz... Talvez essa luz tenha chagado junto com a pessoa mais iluminada que conheci.
Talvez essa luz que entra em minha casa seja o reflexo dos seus olhos que chegam atém mim.

É um clarão que de repente, me faz acordar às 5 da manhã e olhar (esforçadamente) para o relógio, porque o sol chega veemente em meus olhos desarmadas, e ver que ainda não é hora de levantar...
Poderia ficar com raiva, mas apenas viro de lado, a ponto de não ter o sol nos meus olhos e viajo nas nuvens brancas e no céu tão azul do dia que se anuncia sobre meus olhos...
Viajo nas formas, nas cores e no calor que o sol me trás todos os dias.... viajo, contemplo esse céu até adormecer novamente....
é um clarão que me faz esparramar almofadas no chão e me deitar, no fim de tarde sob o sol e sobre o chão pra sentir a energia que me foi entregue durante todo o dia...
Um clarão que as vezes e faz fechar os olhos.... me privando de ver o azul se mesclar com o branco, como numa fábrica de algodão doce... aos poucos, lentamente, vai misturando, tomando forma...

São tantas janelas, janelas abertas, sempre abertas!
é tanta luz, que me enche os olhos...

Nem sei se preciso mesmo de cortinas...

sábado, 24 de outubro de 2009

quedate, quedate luna


Sabe que o meu gostar por você chegou a ser amor? Pois se eu me comovia vendo você dormir. Pois se eu acordava no meio da noite só pra ver você dormindo. Meu Deus como você me doía vez em quando! eu vou ficar esperando você numa tarde cinzenta de inverno, bem no meio de uma praça, então meus braços não vão ser suficientes para abraçar você e a minha voz vai querer dizer tanta coisa que eu vou ficar calada um tempo enorme só olhando você, sem dizer nada, só olhando, olhando e pensando; meu Deus como você me dói vez em quando.


Caio F. Abreu.

terça-feira, 20 de outubro de 2009



Tente ao menos ser normal uma vez, quando necessário apenas...
Mas o problema e que ainda há coisas em mim que provam minha finita liberdade.
Ainda há resquícios de tal desejo, há!
E mesmo que me dilatem ao máximo, não sou de ferro...
Inevitavelmente dilatável. Me fizeram assim, me fiz assim.
E não sei por quanto tempo ainda me aceitarão assim, como sou.
Até quando vou resirtir...
Entre os olhares atravessados, sou só uma criatura vinda de outro mundo,
visualmente desconfortável, só isso!
A culpa é minha, eu sei...
Ah.. você precisa saber do que eu sei... Leia na minha camisa...



segunda-feira, 21 de setembro de 2009

quase parando


Janelas abertas, fumaça ao ar
Porta para abrir a mente e o corpo
Alma, os passos à vida
Ações que ficam pairando no ar
Quase parando no tempo, congelando.
Ações qua-se pa-ran-do no tempo, congelando.
Ações qua-se paran-do.
Um corpo que baila
A carne que baila dentro da pele
Sob a pele tudo pulsa
Mãos e pés distônicos
Vozes dissonantes; quase pa-ran-do
Seca aqui.
Mil leitos de rios inundam e transbordam externos à mim
Agora, horizontalmente
Sob forças alheias um corpo em forma de concha, flama como uma bandeira.
Perpassa-se, vulnerável ao vento que lhe chega.
Um corpo que flama e inflama
Parece que queima poro a poro
ERUPÇÕES!
Fruto do veneno das infinitas formigas que passeiam pelo meu corpo.
Chegam-me pelo pé, percorrem cada fio do meu cabelo
E vão deixando seu veneno entranhado em minha carne e pele
Corpos expostos ao veneno
Sensações paralisadas
Sensações quase pa-ran-do
Parece-me que meu próprio corpo quer me contrariar
A alma quer sair de mim.
Chego a pensar que corpo e alma travam uma disputa por espaço.
Mente desacelerada. Assim como as ações.
Tudo quase parando.
A visão funciona agora como uma câmera
Que tem seus pixels diminuídos de 5 para 1.
Como se estivesse numa cena de Wong Kar-Wai;
Cores vibrantes e câmera lenta em mim.
Olhos pesados, sensações sensoriais maximizadas.
Bate-me a porta a evolução:
E a mente abre as portas.


Escrito por alguém que estava quase parando.






quinta-feira, 17 de setembro de 2009

A partida (Okuribito) - Japão

A partida - título oroginal: Okuribito - Japão 2008
direção: Yojiro Takita

Um filme de extrema singeleza visual, mas extremamente sensibilidade. Uma história por si só, atraente. Um casal comum tem que saber lidar com “coisas incomuns”.
Um filme que me fez vez a morte de uma forma muito bonita, aliás, o ritual de acondicionamento que é feito no Japão é um ritual comovente. Assim como as várias cenas de acondicionamento de várias pessoas, cenas comoventes, cenas engraçadas, cenas que nos fazem refletir.
Como se não bastasse, uma trilha sonora que super se enquadra com o filme do início ao fim.
Toda instrumental.... quase reina o violoncelo lindamente tocado pelo Daigo... e nos faz de fato, se emocionar (seja qual for sua religião) quando toca a Ave Maria no violoncelo. Alem de ter em várias cenas a Sinfonia Nº 9 de Beethoven... Detalhe a parte essa trilha sonora.

O filme me deixou em pedaços mesmo.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Ginografia



"... a veces te sueño despierto. te sueño entre sueños, te sueño caminando a mi lado, caminando entre arroz y granos de café, compartiendo lagrimas. Te sueño desnuda y llena de tinta china y yo soy tu lienzo. Sueño que respiras mi piel y exhalas mi sangre... Te sueño durmiendo, recostada en mi espalda. Sueño que me abrazas y besas, sueño que tus mano "normales" me llaman en la oscuridad y me acerca a tu pecho para escuchar tu corazón latir, sueño que esta latir es mío! sueño tus palabras durmiendo, tatuadas em mis brazos..."


(Mi León Ferrari)

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

"Petite Histoire" daquele barro. Parte I

No penúltimo sábado, dia 8 de agosto, no Instituto Cultural do Banco Real e Grupo Santander, houve um seminário com o Mestre Manoel Vitalino, filho do conhecido Mestre Vitalino, com a presença, mais que especial, de um dos melhores e mais notável museólogos do Brasil, o Raul Lody.
O seminário iniciou com uma breve fala de Lody, para introduzir a fala do Vitalino Filho. Todo o seminário o senhor Manoel falou com uma segurança incrível, afinal, ninguém melhor que ele para falar do se trabalho, trabalho esse que aprendeu com seu pai, Mestre Vitalino. E só para constar, esse trabalho que é passado de geração em geração, é o de fazer arte com barro. Onde ainda hoje se representa as figuras típicas do sertã nordestino, como o vaqueiro tentando pegar um boi, como o grupo de pífanos, o qual o próprio Vitalino fazia parte, os Bacamarteiros de Caruaru... e tantos outros bem típicos que se qualquer brasileiro (que tenha o mínimo conhecimento de sua cultura) vê, vai saber reconhecer suas peças, que tem as cores mais vibrantes, traços bem característicos de arte Naïf, e que são bastante verdadeiras, sem caricaturas.

Ao longo do seminário foram levantadas algumas questões, sobre essa atividade que ainda hoje é tradição em Caruaru. Algumas como; Algumas pessoas, e salvo engano a própria prefeitura da cidade, quer mudar a forma de cocção do barro. Processo esse que sempre foi feito em um forno de lenha, para um forno elétrico. Eles alegam que a medida que se gasta muita lenha para “assar” as peças, vai ficando um “oco” na mata da região, enfim, vai ficando desmatado. Até tem muita lógica, preocupação plausível e tudo mais. Mas talvez não seja essa a melhor saída. Ninguém melhor que Sr. Manoel para dizer que “isso não se faz!!”. É um homicídio à nossa tradição, é uma falta de respeito tremenda, querer mudar algo que é feito há um século, algo que sempre foi feito á lenha, jamais será a mesma coisa se for feito com gás.
E o que é “danificado” (poderia até tirar estas aspas, afinal é danificado SIM!), não é só a tradição, não é apenas a forma de fazer, a própria cor final do barro muda, o tempo gasto no forno elétrico será menor, logo eles terão que repensar em todo processo novamente, talvez até percam peças por passar do tempo no forno, a essência da arte, muda, não é mais tão artesanal assim, é como se aquelas miniaturas de pessoainhas fossem perder sua alma dentre aqueles gases, é como se a lenha lhes desse a vida!
Fazer isso (instalar fornos elétricos no Alto do Moura para os artesãos) é algo irreparável nessa tradição. Mas como diz seu Manoel, o que os muitos “Vitalinos” que há no Alto do Moura (muita gente usa o nome do mestre Vitalino em suas peças para atrair. E vale ressaltar que apenas dois filhos de Vitalino ainda trabalham com essa arte) querem, é quantidade, querem muitas peças, para vender mais, ganhar mais dinheiro. E para eles pouco importa se aquela peça que ele vai fazer, vai perder sua essência, pouco importa para ele se ele vai ta mudando um ritual de um século, em prol de seu “crescimento econômico”. Pouco importa à eles...
E segundo Sr. Manoel, há sim uma saída muito melhor que forno elétrico em suas peças; a medida que for se derrubando uma árvore, que se plante outra (ou outra, talvez duas!) em seu lugar, para que as gerações futuras ainda possam fazer suas peças com alma, com vida, como sempre foram. “Reflorestamento é a solução! Não é preciso colocar nun sei quantos fornos elétricos lá se podemos resolver dessa forma, e ainda por cima, estaremos purificando o ar, nos redimindo um pouco com a mãe natureza que paga por nossos erros”, disse Sr. Manoel com sua imensa sabedoria empírica, melhor que a de muita gente “sabida” da prefeitura.

"Petite Histoire" daquele Barro. Parte II

Outra questão levantada por Lody, foi a inquietante;
Será que a Feira De Caruaru, deve mesmo ser um patrimônio nacional?
E quem a conhece, pode estar seguro em dizer que não, que não deveria ser.
Sobre essa questão, Lody nos contou uma historinha dele mesmo... Um dia ele precisava de umas maletas de couro rústico, e decidiu ir a feira de Caruaru para comprar (nem pensou em “procurar”, afinal, isso é a cara de Caruaru..!) tais maletas. Chegando lá, procurou, procurou, procurou, procurou mais e mais. Procurou até cansar, e desistiu.
Voltou com as mãos e o coração vazio. Como seria possível, uma feira que ele mesmo conheceu há 20 anos atrás que ainda tinha a característica de feira, hoje – quando é considerada Patrimônio Nacional – não se encontra um simples artigo que quiçá, nasceu lá!
Com essa historinha, podemos ver um pouco de quão mudou a essência dessa feira. Para começar o próprio nome “feira” é totalmente errôneo, feira é uma coisa efêmera, que passa, que tem um dia na semana por exemplo, onde podemos encontrar um carneiro à venda, um jerimum, variados tipos de feijão, uma calçada quase toda tomada por cachos de banana, e coisas do tipo. E a feira de Caruaru, para começar, é permanente, e tem mais artigos de confecção e “troços importados” que qualquer outra coisa característica de uma feira. Isso é um mercado! Jamais pode-se chamar, hoje, de feira, talvez tenha sido um dia, antes de sua “nacionalização”.
Não que a nacionalização seja culpada por isso, mas que ajudou, ajudou. Hoje você anda na feira e vê produtos importados de todo lugar do mundo, vê Jeans com lavagens, com etiquetas não sei das quantas, e não vê mais uma calça de tecido de saco, vê uma sandália com salto e strass, e não vê mais sandálias rasteiras de couro, vê hamburgers e hot-dogs com Coke, e não encontra uma macaxeira com carne de bode e caldo de cana, você pode até encontrar um bolsa Prada, (!!) mas assim como o Lody, não encontra uma simples maleta de couro.
E principalmente vê poucos artesãos na feira! Artesãos que trabalham com o barro, que vivem do barro, que surgiram do barro (e mesmo que não sejam o “Vitalino”, que dizem ser, são no fundo um João, uma Maria que dominam aquela arte).


E por falar em artesãos, existe no Alto do Moura uma moça chamada Marriete, filha de Zé Caboclo, que era amigo de Vitalino e artesão, que desde pequena trabalha com o barro. O que chama atenção para o trabalho da Marriete, é o que ela retrata. Nos trabalhos dela você não vê mais o imaginário nordestino retratado, na vê mais um acontecimento “especial” que vai denunciar (leia-se este denunciar no bom sentido) a ambientação da cena; ela vai retratar o quotidiano, vai retratar o dia-dia, vai mostrar uma menina aguando o jardim, vai mostrar uma avó lendo histórias para seus netinho numa cadeira de balanço, e os netinhos, sentados à sua frente, no chão. Vai fazer um trabalho diferenciado, começa a mudar a temática dessa arte, mas ainda mantém as cores por exemplo. A Marriete, hoje não faz mais seus trabalhos para vender na feira, ou no Alto do Moura, faz apenas s
ob encomenda, o que justifica não se encontrar mais suas peças à venda, e muitas delas saindo do país.

Isso sem falar na regulamentação da profissão de artesã, que Sr. Manoel vem lutando há tanto tempo. Sem falar na poluição que assola o Rio que passa o Caruaru, o Rio Ipojuca. E sem falar nas injustiças com relação aos diretos autorais que a família de Vitalino sofre até hoje...

Uma coisa é certa, se as peças passarem a serem assadas no forno elétrico, mais uma vez ( assim como aconteceu com a feira), a alma de uma tradição de Caruaru, vai se perder em prol da “modernização, industrialização” do povo.
E o tocador de pífanos retratado (talvez) ainda nas mesmas cores, só vai ter a cor, vai estar sem vida, sem alma, sem sua essência.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

América de veias abertas


“Obstinadamente , as crianças latino americanas continuam nascendo, reivindicando seu direito natural de obter um lugar ao sol, nestas terras esplêndidas, que poderiam dar a todos o que a quase todos negam.”



Eduardo Galeano – “Venas abiertas de América Latina”









"niños color de mi tierra"

sábado, 1 de agosto de 2009

MARCOS MARCOS

Documentário
Titulo: MARCOS MARCOS
País: México
Duração:00:57:00
Diretor:Oscar Menéndez

Sinopse:
Un registro de la situación de los pobladores mexicanos en la región de Chiapas y el ápice de su clamor por mejores condiciones de vida con la formación del Ejército Zapatista de Liberación Nacional (EZLN). Entre discursos de su mayor representante, el subcomandante insurgente Marcos, la obra se divide entre la época de la conquista española, la era colonialista, los indios tarahumaras y la decadente condición socioeconómica de los pobladores en el sur mexicano. Por su sentido humanístico y social, Marcos Marcos está dedicado a la memoria del pensador Guillermo Bonfil Batalla, autor del libro “México Profundo”, fuente de inspiración para el documental.





Retirado de:
TAL - Televisión América Latina
TAL é uma rede latino-americana de comunicação, criada a partir de um banco de conteúdos compartilhados e ações cooperativas entre canais de televisão e instituições educativas e culturais de todos os países e comunidades da América Latina. A missão maior da TAL é promover a integração cultural, social e econômica do continente através da troca de informações entre os países e os povos da América Latina.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Hoy, un arbol pensante.

Y ahora solo siento que estoy em um lugar lleno de cosa buenas... um lugar desconocido.
Cono em um paraíso... a escuchar Cocorosie, (las colores del día son amarillas, fuertes, como impressionistas!) sentir el perfume dulce de las flores de tu jardin, a mirar de liejo el arbol que te recostas, evitando así la luz del sol... y descansas... tocando tu guitarra y cantando pink floyd... y yo aqui, miro todo eso y hasta puedo creer que es verdad todo que veo... que verte nesta cena no es um sueño.
...

Son muy perfumadas...! lo digo porque acá veo que tu sentes el perfume de ellas y em tu rostro florescen muchas sonrisas... dulces sonrisas... sonrisas tan perfectas que hasta te escucho sonreir acá. Crees?
No? No hay problema...! hasta yo, casi no puedo creer que veo, sinto y escucho todo eso!

Pero puedo mirar todo eso....y es una cosa de otro mundo! tu Sabes lo que me parece?!
Una pintura de Pissarro! Eso mismo, exactamente eso! Una pintura de Pissarro....
Tú, recostado en la relva, bajo un arbol, a tocar tu guitarra, com cesta de moras y flores a tu lado... a sonreir y cantar... um cuadro vivo!!!
Es um lugar muy bonito... y yo.. yo no sé donde me encuentro ahora! Veo todo eso, pero no estoy nesta cena! O estoy..no sé! Es muy loco! soy un fantasma aqui...

Llamo por ti, pero no me escuchas... tento salir daqui, y nada. No me muevo un centímetro! Es como se yo fuiste um arbol....como se yo, fuistes este arbol....mi alma esta neste arbol, y no tengo más mi cuerpo...mi cuerpo es este arbol, com hojas (nuevas o viejas...no sé, porque no veo!), con el tronco... siendo parte de la más bella naturaleza...
Y inerte, casi humanamente muerta. Pero aun, muy viva neste arbol; con mis ideias, sentimientos, pensamientos, amores, medos... aún soy yo en mi corazón.

Creo que realmente sea yo, este arbol que ahora imagino...
Estoy, (como arbol) um poco lejo de ti. Quisiera ahora, tu venir aquí y te recostar en mi, para cantar una canción para mí y sonreír. yo te sentiría en mi, escucharia tu voz y tu sonrisa... ah que bueno seria!
Um sueño...

Pero creo que ya estoy soñando demasiado... todo que veo ahora y que siento, es muy loco!
Es como se yo estuviese dentro de un cuadro vivo de Pissarro, y tu fuiste el centro de todo... y yo siento que participo disto, pero no puedo hacer nada para que me notes aqui.
Ya basta de suenos locos por hoy....
Hoy soy el arbol, ya esta muy bueno
.

Camille Pissarro. La Foret. 1870

segunda-feira, 27 de julho de 2009

come home

As vezes eu me encontro tão sensível que Fico assustada.
Dia Desses, estava recostada em minha cama assistindo TV.. e vi
quando passou no intervalo comercial o comercial do Master Card.
Aquele que fala que "certas coisas não tem preço".. aquele que é com
a música Come Home de Findlay brown.. Linda de morrer.
Ao fim, eu notei que chorava ...
chorava por um simples comercial de cartão de crédito!
"- Não é possível que eu seja assim tão idiota .." , Pensei eu.
Mas eu era sim, muito idiota (se é que é essa a palavra).
Mas sei que não chorei simplesmente por um comercial com uma música de Findlay Brown;
chorei por muitas outras razões.
Chorei por ver naquelas cenas a pessoa que se deseja ver chegar um dia, ver um dia a pessoa que se quer, chegar para ficar.
E quando eu o via naquela cena, em minha mente, era inevitável ...
mil coisas inundam-me as idéias, os desejo, os sonhos ...me inundam sentimentos.
E estes sentimentos transbordam por todos os poros.
E quero transbordar tanto, ao ponto de chegar em você ...
que tudo isso chegue em você e que fique.
E que você, chegue e fique.




Just come home, come home
Come Home, do I want it, please come home
do I need it, please come home
do I want it, please come home
Come on home, Come home

domingo, 12 de julho de 2009

Casi 15 días

À N,

No lo sé bien... pero creo que casi 15 días.
que harán mis manos sin la tuya?
y mis ojos, para donde mirarán?
solo para pensamientos, memórias, recordaciones y versos.
Mi oído sin escuchar "abrazame, mi vida..."
temo por tu perfume me dejar algum instante. No permita!
Porfa.
No sé o que te escrebir ahora.... en menos de 5 horas estaré viajando y me gustaria hablarte antes de esos 15 días. Tan liejos.... aunque stas dentro de mi todo.
No tengo palabras para decirte. Solo me gustaria esta hablando contigo ahora.
Escucho "Oh my lover" - PJ Harvey.
Mi premera memoria musical acerca de ti. Me dejastes escapar este "Oh my lover..." entre un "F2" y otro por varias veces.
[...]
ahora jugo con tus fotografias.... crio un mosaico de ti. Um mosaico de imagenes mil...
Mil Niamms. Mi tesouro x 1000! Wow! :) rsss
Sabes lo que miro ahora tanbien? algumas fotos de tuyas "ex". Dos dellas... [rsss] funny, yo aun tener estas fotografias no? no sé porque aun no las borré. No sé, pero es como se fuera "indiferente".
Estamos seguros de nos dos. Sabemos de eso.

Despues de ti conocer, escucho Pink Floyd como ha mucho no escuchava.... Escucho Pink Floyd...
me quedo en el clichê... "How i wish u're here...''
La escucho y bailo conmigo misma... una valsa loca, con pies en el aire y manos en ti.
Una valsa hecha para dos, quiçá nos dos. Una "Valsa de esquina"...
Tus SMS's....me decías sentir cosquillas en tu estomago! Que bello.....! Me decías que ha robado tu voz en un beso, me decías que necessitavas dormir, pero yo no permitia. rsss
Mira!! encontré una que diz.." Recostado en mi cama pienso en ti. Mientras escucho King Crimson..." sabes?! Cuando recebí esa sms, hacia lo mismo...estaba recostada en mi cama, pensaba en ti, pero no escuchava King Crimson...escuchava "Profundidad" de Ely Guerra. Premera musica que me enseñaste en el premero día que nos conocíamos.
Ahora recordé de My funny valentine.... la cantaste perfectamente un día... =]
[...]

Me parece que no vendrás hoy.... devo irme.
Despertaré muy temprano.
Hasta la vista mi amor...

Com carinho,
Raissa.



terça-feira, 7 de julho de 2009

Memorie's box

Escutando Mercedes Sosa agora, foi inevitável certas memórias com essa música.

Oh no puedes ser feliz
Con tanta gente hablando a tu alrededor
Oh dame tu amor a mi
Le estoy hablando, hablando, hablando a tu corazon
Cuando estas muy sola, sola en la calle
Con tanta gente hablando, hablando a tu alrededor
Necesitas a alguien que te acompañe
Le estoy hablando, hablando, hablando a tu corazon
Oh no puedes ser feliz
Oh no puedes ser feliz
Con tanta gente hablando, hablando a tu alrededor
Oh dame tu amor a mi
Le estoy hablando, hablando, hablando a tu corazon
No importa el lenguaje ni las palabras
Ni las fronteras que separan a nuestro amor
Quiero que me escuches y que te abras
Le estoy hablando, hablando, hablando a tu corazon
Oh no puedes ser feliz
Con tanta gente hablando hablando a tu alrededor
Oh dame tu amor a mi
Le estoy hablando, hablando, hablando a tu corazon
Oh no puedes ser feliz
Oh dame tu amor a mi
Oh no puedes ser feliz
Con tanta gente hablando, hablando a tu alrededor
Oh dame tu amor a mi
Le estoy hablando, hablando, hablando a tu corazon.
-
Boas memórias.
À N.

sábado, 4 de julho de 2009

Primavera plena

Ela já era uma senhora, de seus 50 anos. Já havia vivido bastante, mas não o suficiente. Se sentia culpada por ter vivido tão pouco. Mas não se culpava, culpava os outros....Isso mesmo; os outros. A culpa não era dela por tão pouco sentimento. Ela nao....ah! ela tinha todo amor do mundo em suas veias estancado pelo tempo; tinha o coração cada dia mais vermelho de tanto ardor. A idade parecia ressaltar tudo isso.. todo esse sentimento a jorrar e todo esse ardor. Ela era tão feliz, apesar dos pesares.... ela tinha quase tudo que sempre quis na vida; mesmo que o que ela mais queria, não tivesse, sabia ser feliz. afinal nada pode ser completo (?). ela pensava daquela forma "algumas pessoas vieram só para amar; outras para serem amadas", logo se sentia lisonjeada por poder amar, amar a tudo e a todos. Amava como ninguém, tivera sido esse seu ofício ao longo da vida. Mas sempre se recordava que sua felicidade não era completa.
Era conformada.
Ao saber dela assim, dessa forma, que agora te conto, você deve ter certeza que algo de estranho ela tinha. Seria uma dessas vilãs de filmes que se passam por boazinhas e na verdade são as piores? seria ela uma velha que estava sempre triste e de mal com o mundo (afinal, tinha alguns poucos motivos para tanto)?
Acredite que não. Ela era adorável! Era do tipo que as pessoas sentem um carinho imenso, admiram, gostam de estar sempre por perto, porque tal presença é como se completasse o que de bom pode faltar dentro de nós. Era do tipo que alguns tinham inveja.
Vivia sozinha.... em meio à móveis herdados da família nada tradicional, em meio à louças baratas, em meio a gatos pela casa, em meio de tudo que a circulava.
Sua rotina era acordar, observar da jenela do seu quarto o ninho de pássaros na copa da árvore e saudar os mesmo (isso quando não se deixava permanecer na cama, entorpecida pelo canto dos mais novos pássaros do pedaço), ia para a cozinha; tomava café. Passava seu dia lendo em uma poltrona velha e repleta de ácaros, mas que era infinitamente confortável! además, tinham o perfume e o desenho do corpo de sua mãe. Ela lia...lia...lia velhos livros, poesias, contos, ficção, so não lia coisas como agatha christie, não suportava! era lixo para ela. Também não lia livros lançados nos últimos 10 anos; ela não sabia porque. Eu também não sei. Lia um velho Drummond; Boitempo. Folheava algumas edições do Pasquim, folheva A hora da estrela, tremia ao pensar em Macabéa, mas no fim, sorria junto com ela. Ela sentava-se ao chão e quase todo dia remexia um velho armário com alguns trabalhos de seus saudosos alunos...lia aqueles poemas sobre o amor dos pequenos, lia sobre futebol, sobre a boneca, sobre os pais de seus alunos, sobre as férias deles. Adorova relembrar dos abraços que recebia ao entrar em sala de aula. Ah...saudosos abraços! Lhes fazia sorrir como se tivesse 10 anos.
Fazia tudo isso, ao som do silêncio mais doce que se possa imaginar, seu silêncio, junto ao cantar de alguns pássaros e lógico, a algumas buzinas e baralhus de carro na rua. Não ela não morava no campo. Quisera por um tempo, mas viu que gostava de mais movimento em volta dela, já astava tanta istagnação em sua vida.
Às cinco da tarde, ia ao seu quarto, abria a janela para sentir as cores do por do sol, liagava aquela vitrola e tomava mais um café. (Seria lindo se fosse um chá, mas não; era de fato um café)
Escutava um Tango por volta de 25 minutos, sentada na sua cama, garrafa de café do lado e as cores do quase findo-sol em mente e olhos. Adorava aquilo tudo. Ao escutar "Adios nonino" do Piazzolla, desabava em lágrimas. Sempre fora assim....nunca soube porque. Nem eu.. Talvez ela sentisse uma paixão ardente por partes de ambos, onde ela não era nenhum dos "ambos". Não era pra ela... talvez por isso ela chorava..chorava por pena de si, talvez.
Eis pois, o que era a hora mais melancolica de seu dia. Era como um ritual. Passava por tudo aquilo, todos os dias; janela aberta, cama, garrafa, café, tango, adios nonino, cores do findo-sol e laágrimas. Quando tudo isso acabava, ela queia tomar um banho quente (Para ela o banho quente era como outra vida, que nos era emprestada, até o próximo por do sol).
Continuava com a vitrola ligada, durante o banho, mas agora escutava um jazz, Chet Baker (trazia em seu sangue um pouco de uma sutil "fineza''). Escutava Baker porque fazia ela feliz.... Mas quando escutava ''My funny valentine", um filme passava sob suas pálpebras, sentia um peso nos olhos e queria chorar. Mas por fim sorria, lembrava do quão foi lindo. O mais lindo, mais impossível e possível.
Mas enfim, durante a noite, saia de casa para ver a rua, dar sinal de vida aos vizinhos que a gostavam tanto, para brincar com o filho de uma suposta conhecida de 4 anos que jogava bola sozinho na rua. Saia com um de seus gatos, um por dia. Passeava com eles nos braços e conversava com eles, falava sobre as corees, a vida e os amores que via.
Voltava para casa sorrindo....o ar da rua lhe fazia bem, as pessoas lhe faziam bem. Quase tudo lhe fazia bem.
Ia para a cama logo cedo... se deitava escutando mais uma vez, um tango, mas agora um Gardel.
Talvez não tenha deixado claro quão ela amava um tango... Era para ela a tradução de desejos, receios e sonhos. Representava para ela uma vida que não foi vivida. Sempre esteve só.
Salvo por algum tempo que se enamorou por um rapaz... ele era diferente, assim como ela. E assim como ela era adorável, sua presença era adorável. Ambos eram do signo de câncer. Ela acreditava nessas besteiras... Eles eram de fato, bem parecidos. Historias diferente e aos mesmo tempo tão iguais, sentimentos que pareciam se completar. Algo como:o sentimento que havia nela, se completaria com o que havia nele. Eram como uma extesnão um do outro. Se conheceram de uma forma quase irreal. Ele frenquentava uma biblioteca, a mesma que ela. ele lia poemas em uma outra liíngua. Deixava anotações dentro de tais livros, deixava até pensamentos completos naqueles livros. Ela sempre via suas anotações em uma língua que não era a sua, sempre lia e interpretava ao seu modo. Achava lindo, ele era lindo! só podia ser... Um dia, quando ela lia uma anotação dele em um livros de Rosario Ferré, ele chegou a procura de tal livro. Estava nas mãos de sua admiradora secreta, que agora deixara de ser secreta para ser amiga-amante-confidente. Foi inevitável. Ela aprendia palavas novas, sentimentos novos. Tudo era novo, tudo era lindo. Foi um tempo o tempo que ela mais havia vivido, foi o tempo que ela sempre se recordava, era na verdade, a mais linda historia que ela teve em toda a vida. A única. Mas algo aconteceu, não sabe-se o que nem porque.... Talvez ela soubesse, ou ele; o melhor escritor, guitarrista, arquiteto, pintor, mexicano, animador de momentos, amante e amigo que ela já conhecera. Alguem deve saber o porque. Eu não sei. Sei apenas que foi a sua primavera em vida plena. era por ele que ela chorava todos os fins de tarde.
Mas foram felizes...ah, como foram!
A vida de nossa amiga fora assim.... apenas entre-cortada por aquela historia e rotina; tangos, por do sol, café... o resto...enfim, só vale lembrar porque era repleto de amor, tudo. Mas na verdade, ela era melancólica apesar de feliz, doce apesar da vida um pouco amarga. Ela gostava de ler, especialmente contos, adorova metáforas e analogias, adorava um Tango de Piazzolla, assim como eu.
O fim da historia dela, foi bela, foi uma celebração à vida, fo repleta de amor, por fim. A minha, estou vivendo. Na primavera plena, mas cuidarei para a historia não se repitir. Deverá ser uma celebração à vida e cheia de amor até o fim e não "por fim".
Mas tenho medo, afinal assim como ela, no fundo eu sou uma sentimental...
Mas por favor, stay My funny valentine, stay.
E me diga para não temer.

À N.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

My little funny...

My funny valentine, sweet comic valentine

u make me smile with my heart, your looks are laughble,

unphotographable..

yet u're my favourite work of art



Stay little valentine, stay.




À N.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Programação do Cine clube

Primeira sessão

No espelho do céu - Carlos Salces (Méxixo - 1998)

Um garoto que vive em uma região agrícola, tem a fantasia de pegar um avião que sempre vê refletido em poças nos arredores de uma plantação. Depois de várias tentativas ,consegue fazer uma arapuca com uma caixa de madeira. Na manhã seguinte, o avião está se mexendo.




Até onde a vista alcança - Felipe Calheiros (BR-2008)


O curta mostra uma comunidade quilombola que, a partir de uma reunião dos membros da Associação Quilombola do Sambaquim e Riachão do Sambaquim feita em 2005, surgiu a idéia de organizar um bingo, com o objetivo de arrecadar recursos para alugar um ônibus e levar pessoas de diversas idades que – apesar de morar a apenas 150 km da costa – ainda não conheciam o mar.





Vertical - Eva Jofilsan (BR-2008)
A imagem não quer explicar nada. A poesia não se explica. A imagem engole a poesia. A poesia não se deixa devorar pela imagem. O vestido cai. A poesia também cai. E só. E cair é rumar para o fundo. Fundo do eu, fundo da força, do silêncio, da noite, o fundo da queda — ou a vida intensamente vivida. A vida na vertical, poderia dizer. VERTICAL não é vídeo-poesia: é cinema. Abandona a poesia e pertence ao mundo das imagens e dos sons e das cores e do movimento. Adquire uma linguagem própria, não deve respeito ao texto. Da queda, toda a queda.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

sábado, 20 de junho de 2009

estranho essa estrañeza

Como as coisas de comunicação são engraçadas..

eu agora adoraria escrever algo que ele lesse e pudesse compreender cada sentimento posto aqui, mas as barreir
as não o permitem. rsss
quiçá, se eu o ajude a vencê-las.


Ele diz que admira essa língua... a lingua que "não deveria ser falada, deveria ser sempre sussurrada, como um poema recitado em uma lingua morta".
E até imagina como seria, e me conta como seria.
seria doce talvez... (?)

E não sei o que o faz dizer [em uma língua quase desconhecida] que
tem coisas que não quer esquecer, coisas que nem as conheçe ainda.
Não sei o que o faz gostar tanto, o que nos faz gostar tanto.

Não sei como isso acontece, mas que acontece acontece. nem dá pra entender...
aliás, eu nem quero entender.


Queria entender apenas a sua língua, entender não só para me expressar, queria entender tua língua (com as peculiaridades de sua escrita tão pessoal), entender o que diz nas entrelinhas.


e no entanto eu adoro aquela forma dele escrever, adoro as palavras esc
olhidas, como que por acaso e por adivinhação, adoro sem nem mesmo entender.
Ou será que entendo?


Agora me peguei na dúvida.

O que tu acha, meu querido Nniamm?

...

E por falar em "estranho";
te estraño.

Acho que isso você entenderá. :)


Agora vou tentar escrever em uma linha algo que voce possa ler e sentir.

te admiro por dos días y muchos más por delante, mismo de larga distancia.


Um abraço para você...

E um Caio F. Abreu para minha pessoa..


"O que tem me mantido vivo hoje é a ilusão ou a esperança dessa coisa, "ess
e lugar confuso", o Amor um dia. E de repente te proíbem isso. Eu tenho me sentido muito mal vendo minha capacidade de amar sendo destroçada, proibida, impedida"

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Também

e ainda por cima, ele também amava!
ah... e como amava!!


Confissão

esperando pela morte
como um gato
que vai pular
na cama

sinto muita pena de
minha mulher

ela vai ver este
corpo
rijo e
branco


vai sacudi-lo e
talvez
sacudi-lo de novo:

“Henry!”


e Henry não vai

responder.

não é minha morte que me

preocupa, é minha mulher
deixada sozinha com este monte
de coisa
nenhuma.

no entanto,
eu quero que ela
saiba
que dormir
todas as noites
a seu lado

e mesmo as
discussões mais banais
eram coisas
realmente esplêndidas

e as palavras
difíceis
que sempre tive medo de
dizer
podem agora
ser ditas:

eu
te amo.

Buk.

terça-feira, 9 de junho de 2009

"Algum dia eu ainda irei compor uma música que explique o que é fazer amor com 25.000 pessoas durante um show e depois voltar para casa sozinha."

J.J.
.

sábado, 6 de junho de 2009

09/05

H. Cartier Bresson


é incrível como as coisas são assim...
e como você combina do meu lado.

09.05.09
Chacal.